segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Forbidden Love - 3º capítulo


Tudo estava indo perfeitamente bem, até Julie me interromper.
- Amy, Amy - ela disse nervosa.
- O que foi ? - me afastei de Justin e fui até algum canto com Julie.
- Seu pai está lá fora te procurando.
- Que diabos meu pai está fazendo aqui ? - perguntei incrédula.
- Simples, seu plano não funcionou muito bem. – ela disse frustrada.
Meu pai é empresário, e hoje ele tinha me dito que sairia para resolver uns negócios do trabalho, toda vez que ele me diz isso, eu já sei que ele vai ficará o dia inteiro fora e chegará tarde da noite.
Então não me preocupei em pedir permissão para vir à festa, pois eu voltaria antes mesmo que ele chegasse em casa, e ele nem desconfiaria de nada. Mais parece que nada saiu como o planejado. Por algum motivo, meu pai resolveu chegar em casa mais cedo hoje.
Fui até Justin me despedir.
- Ei, eu preciso ir agora.
- Você realmente precisa ir ? Justo agora ? - ele perguntou grosso.
- Justo agora - sorri de lado -  Você mora por aqui, não é ? - perguntei mudando de assunto.
- Eu moro a exatamente quatro quarteirões daqui. - disse ainda grosso.
É incrível como esse garoto muda de humor tão rápido. Estava tudo indo tão bem, e do nada ele resolve me tratar assim, o que será que eu fiz de errado ?
- Então, qualquer dia desses nos vemos por aí. Certo ?
- É pode ser. - ele disse sem dá muita importância. Antes que eu pudesse falar alguma coisa, ele me deu as costas e me deixou ali sozinha.
E quando a gente acha que não pode piorar, vem alguma coisa e complica tudo.
Eu aqui achando que ele era legal, e no final eu descubro que ele é só mais um idiota, assim como os outros garotos.
Antes de ir em direção ao meu pai fui procurar Julie. Demorei um pouco até acha-la.
- Amiga, to indo, depois a gente se fala. - falei quando finalmente a achei.
- Não, eu vou com você - ela protestou.
- Meu pai deve está uma fera, não quero que você vá. – nos abraçamos – Não se esqueça de me ligar amanhã.
- Tudo bem, se cuida. – ela disse me dando outro abraço apertado.
Fui em direção a saída da casa, onde meu pai me esperava. Passei pela enorme sala, e me deparei com uma cena nada agradável, Justin estava subindo as escadas da sala rumo á algum quarto com Sarah, sua mão agarrava a cintura dela com brutalidade, ele sussurrava coisa no ouvido dela e ela sorria maliciosamente.
Agora eu tive a confirmação que realmente ele é só mais um idiota. Ele só queria transar comigo, esse foi o motivo dele ter me tratado tão frio depois que disse que ia embora. Eu desconfiei que ele estivesse com segundas intenções, mais não tinha tanta certeza.
Segui de encontro ao meu pai. Quando cheguei a saída, ele não falou simplesmente nada. Ele só fez um sinal com a cabeça para que eu entrasse no carro, e eu obedeci. Depois ele entrou no carro e deu partida.
Os poucos minutos que ficamos dentro do carro, foi um silêncio total, meu pai não se manifestou, não me deu bronca, não falou simplesmente nada. Eu estava estranhando o fato de que meu pai estava quieto demais.
Meu pai certamente estava vindo direto do trabalho e passou na casa de Sarah.
O caminho que demora questão de minutos, naquele momento parecia uma eternidade.
Quando finalmente chegamos, meu pai estacionou o carro na garagem. Quando adentramos na sala, antes que eu corresse para o meu quarto e me trancasse lá, meu pai resolveu falar alguma coisa.
- Amy, vá tomar um banho e volte aqui na sala, precisamos ter uma conversa. – meu pai disse sério.
- Mais alguma coisa Sr. Thomas Barker ? - perguntei com ironia e ele me lançou um olhar furioso.
É raro ver meu pai tão estressado assim. O obedeci. Subi as escadas e fui em direção ao meu quarto. Tirei o salto que eu estava e joguei em algum canto do quarto, em seguida me despi e fui tomar banho.
Depois de alguns minutos no banho tentando relaxar um pouco, me enrolei na toalha e fui procurar qualquer coisa pra vestir, revirei meu guarda roupa, achei um pijama confortável, o botei e fiz um coque no meu cabelo.
Eu ainda me sentia tonta, essa noite eu bebi além da conta.
Saí do quarto, desci as escadas e encontrei meu pai rindo vendo um programa de humor na TV. Quando ele notou minha presença, rapidamente seu sorriso se desfez.
- Vai ficar aí parada ou vai se sentar ? – ele perguntou e eu me sentei no sofá.
- Ainda está bravo comigo pai ? – falei de cabeça baixa, sem olhar em sua direção.
- Amy, minha filha, o que você anda pensando da vida ? - ele estava mais calmo agora.
- Eu só queria me divertir.
- Você só tem 17 anos, essa festa não é um lugar ideal pra você. Eu entrei lá, e as únicas coisas que eu vi, foi bebida, drogas, drogas e mais drogas. Você nem sequer me pediu permissão.
- Eu já disse, eu sou uma adolescente, só queria fugir do padrão um pouco e me divertir.
- Eu sempre fiz todas as suas vontades, eu sempre te dei tudo o que queria. Toda vez agora é isso, você sai sem ao menos me dar uma explicação, eu fingia que não estava vendo, mais cheguei no meu limite. Olha seu estado, você está bêbada. Essa não é a filha que eu sonhei. Eu só queria uma filha perfeita. - suas palavras foram como uma facada no meu coração.
- Desculpa por não ser a filha que você sempre sonhou – algumas lágrimas já escorriam por minha face.
- Por favor, filha não chora. – Em questões de segundos meu pai voltou ao seu jeito amável de sempre. Ele não gosta nem um pouco de me ver chorando.
- VOCÊ ACABOU DE DIZER QUE QUERIA UMA FILHA PERFEITA. VOCÊ QUER QUE EU ME SINTA COMO ? - gritava enquanto as lágrimas insistiam em sair do meu olho. - Me desculpe, eu não sou perfeita e nem pretendo ser. – abaixei a cabeça e me afundei em lágrimas.
- Desculpa, eu estou de cabeça quente, por isso disse todas essas bobagens. - meu pai dizia tentando me acalmar, o jeito dele sempre me acalmava.
- Tudo bem, agora me deixe sozinha, preciso pensar um pouco.
- Filha, me faz um favor ? Peça Taylor que venha aqui amanhã ?
- O que você quer com Taylor ? - perguntei confusa.
- Apenas dar as boas vindas, já que ele está de volta.
- Amanhã de manhã eu ligo pra ele.
- Estou indo para o meu quarto, durma bem. - ele deu um beijo no topo da minha cabeça.  e mais uma vez, me desculpe. - ele parecia arrependido.
- Está tudo bem. - sorri para ele, ignorando o que tinha acontecido minutos atrás.
Ele subiu para o seu quarto e eu fiquei pensando em como ele devia se sentir por minha mãe viajar e passar meses fora sem se importar. Meu pai é um guerreiro, sem dúvidas.
Desliguei a TV que meu pai havia ligado. Subi as escadas. Fui para o meu quarto. Deitei na minha cama e fiquei pensando em como eu sou ingênua, apesar de tudo, eu não conseguia tirar o sorriso de Justin da minha cabeça. - me peguei rindo imaginando a cena.
Fiquei fitando o teto por alguns segundos até pegar no sono.
 Justin’s POV

Já se passavam das 3 da manhã e nesse exato momento eu me encontrava em um quarto escuro com uma garota, estávamos nu. A única coisa que nos cobria era um lençol branco.
Eu bebi tanto que eu nem me lembro de como vim parar aqui. A única coisa que eu me lembro é que eu estava com a Amy, e quando eu já estava quase conseguindo o que queria, ela resolveu ir embora. Fiquei puto e a larguei sozinha.
Nenhuma mulher me faz de otário, nunca mais. Hoje em dia elas só servem pra me satisfazer, mais nada. Já quebrei muito a cara com a Emma, minha ex-namorada. Eu a amava, e o que a filha da puta fez ? Ela me traiu. Antigamente eu jogava o jogo dela. Hoje em dia as mulheres que jogam o meu jogo.
Levantei-me, vesti minhas roupas e peguei a chave da minha Ferrari que se encontrava no criado mudo ao lado da cama. A pessoa que estava do meu lado se mexeu e eu pude perceber que era Sarah. Puta que pariu, que merda eu fiz, eu transei com a Sarah. Ela vai me perturbar pelo resto da minha vida.
Saí dali o mais rápido possível, antes que ela acordasse. Quando saí dei cara com o Ryan.
- Você sumiu a festa toda em cara. - Ryan falou.
- Mano, tu não vai acreditar. - falei rindo. - Eu transei com a Sarah.
- Como é que é. - Ryan ria descontroladamente. - Repete por favor, que eu não ouvi.
- Para de zoar e vamos logo dar um fora daqui. – falei deixando escapar um sorriso sem querer.
- Eu falei que ela era sua namoradinha.
- Para Ryan, ela não é minha namorada.
- Tem razão, eu vi você conversando com uma menina muito linda. - ele se referia a Amy. - E era incrível como seus olhos brilhavam quando você a olhava.
- Chega de brincadeira Ryan. - falei sério.
- Por incrível que pareça, eu não estou brincando bro.
- Chega desse assunto, vamos ?
Ryan assentiu e nós seguimos até o nosso carro, que estava estacionado no jardim da casa.
- Corrida ? - Ryan sugeriu.
-Claro, só não garanto que você vai ganhar. - falei rindo.
Entrei no carro, peguei o celular e disquei o número do Ryan, coloquei no viva voz e joguei no banco do carona. Nos falaríamos por ali agora.
- Pronto ? - perguntou ele.
- Eu sempre estou pronto. - disse convencido.
- 1,2,3.. já
Acelerei meu carro, e meu carro já fazia um barulho estrondoso. Todos que ainda estavam na festa pararam pra olhar. Saí cantando pneu, Ryan fez o mesmo.
- Ta pronto pra perder ? - perguntei.
- O que ? eu que te pergunto.
- Eu sempre ganho, você sabe.
- Então vamos ver dessa vez.

Ryan me cortou e me passou, ele me olhava pelo retrovisor e ria da minha cara. Já estava quase chegando ao nosso destino, eu não poderia perder essa.
De repente, eu já estava a 260 km por hora, ultrapassei Ryan, o olhei pelo retrovisor e dei uma piscada pra ele o provocando.
- É amigão, acho que ainda não acabou. - falei rindo da cara de raiva que ele estava fazendo. Eu estava olhando tudo pelo retrovisor.

Antes de chegarmos á frente da minha casa, eu fiz uma manobra radical, em seguida parei esperando por Ryan.
- Eu sou o melhor, pode falar. - eu disse ainda rindo da cara do Ryan.
- Foi só dessa vez, na próxima eu ganho.
- Mete outra, você sempre diz isso.
- Vamos ver na próxima então.
- Tudo bem, até a próxima. 
- Tchau bro.

Ryan foi embora para sua casa, e eu fui estacionar meu carro na garagem. Assim que estacionei, fui direto pro meu quarto. O efeito da bebida já tinha passado.
Tomei um longo banho, me vesti e deitei na cama com alguns pensamentos estranhos.
Eu sei que mulher nenhuma presta mais ela não é igual á essas vadias que ficam se atirando pra cima de mim o tempo todo. Ela me deu um fora, mulher nenhuma nunca me meu um fora, ela me surpreendeu. Sim, ela é diferente. A Amy é diferente e eu gostei disso. 
Eu jurei a mim mesmo que não amaria outra vez, e é isso que eu vou fazer. Eu sou frio, e vou continuar assim antes que eu quebre a cara novamente.

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