Minhas discussões com o meu pai são constantes, e a maioria das vezes o motivo é minha mãe, ela sempre diz que tem que viajar para resolver uns negócios e passa 2 meses ou mais fora, ela nem sequer liga pra dizer que está com saudades, ou pelo menos pra fingir que se importa comigo.
Apesar do meu relacionamento com o meu pai não ser muito
bom, e o motivo principal disso ser minha mãe, eu ainda o considero o melhor pai
do mundo, ele sempre fez minhas vontades, desde pequena, às vezes me sinto
culpada por sempre brigar com ele, mais é que quando estou com raiva, acabo
falando o que deve e o que não deve, e acontece que sou orgulhosa de mais pra
poder pedir desculpas, o bom é que depois de uma discussão, no dia seguinte já
está tudo bem.
Meu pai tem um jeito muito protetor sobre mim, é por isso
que eu nunca tive um namorado, todos que apareciam lá em casa, meu pai sempre
os amedrontavam e dava um jeito de se livrar deles o mais rápido possível, às
vezes eu até achava engraçado. Sou filha única, talvez esse seja o motivo que
meu pai tenta me proteger tanto.
Já tinha bebido bastante, mais só estava começando.
Me levantei com cuidado da cadeira, e fui procurar Julie.
Ela não perde essa mania de sair comigo e sempre me deixar sozinha.
Segui pela área da piscina, passei pelo jardim e
finalmente cheguei a pista de dança. Estava muito cheio, então demorei um pouco
para avistar Julie. Assim que a vi, ela estava dançando com uma garrafa de
vodka na mão, e todos os meninos da festa sorriam olhando em direção a ela e
admirando a cena. Decidi acompanhá-la. Segui em sua direção.
- Posso saber porque me deixou sozinha ? – perguntei.
- Não queria atrapalhar nada, já que aquele garoto lindo
chegou pra falar com você, mais e aí, me conta, gostou de ficar com ele ? Ele é
bom amiga ? - Julie sorria maliciosa.
- Ei, eu não fiquei com ele. - falei rindo.
- O QUE ? VOCÊ...
- Para de gritar sua louca - a interrompi.
-Tudo bem, desculpa, e eu posso saber o que você ficou
fazendo esse tempo todo por aí sozinha ?
- Eu fiquei no bar bebendo, já que minha melhor amiga
decidiu me largar sozinha, por aí.
- Te deixei sozinha, e pelo visto, você fez uma grande
besteira.
- O que ? Como assim ? - perguntei me fazendo de
desentendida.
- Eu vou lá falar com ele agora que a minha amiga é uma
idiota e você vai ficar com ele agora. – ela falou saindo á procura do Justin.
- Você ta louca ? Você não vai fazer isso Julie. -
ordenei.
- Ta pensando que manda em mim agora ? - Julie disse me
desafiando.
- Nós viemos aqui pra curtir juntas, certo ?
- Certo, mais na minha opinião você podia estar curtindo
muito mais.
- Vamos pra pista de dança, está tocando nossa música
favorita - falei ignorando totalmente o que ela falou.
Julie assentiu e nós voltamos para a pista de dança,
estava tocando Where Them Girls At. Pegamos
mais umas garrafas de vodka e começamos a dançar. Eu só quero aproveitar a vida
e me divertir o máximo possível. E é isso que eu tenho feito ultimamente.
Nessas horas que eu tenho orgulho de ser solteira, posso sair sem ter que me
preocupar com nada, sem ter que dar satisfações á namorado nenhum. Isso é
ótimo, bom, pelo menos nos últimos meses está sendo maravilhoso.
Continuamos ali dançando durante um bom tempo, meu corpo
já estava todo suado, fiz um coque frouxo no cabelo, para que não ficasse feio
e continuei dançando. A garrafa de vodka ainda se encontrava em minha mão, nem
sei quantas garrafas bebi, sei que essa noite eu só quero me divertir.
Sem regras, sem limites.
Fui até o DJ pedi-lo para que tocasse a música Don't Stop The Party. Assim que voltei
para a pista de dança, a música que eu pedi começou a tocar. Comecei a dançar,
meu corpo acompanhava cada batida da música, senti todos da festa olhando pra
mim, não me intimidei e dancei ainda mais.
Percebi que Julie tinha sumido novamente. Não é possível,
eu não posso ir ali rapidinho que a Julie já arranja um jeito de me deixar
sozinha. Decidi ir procurá-la.
Segui por um longo corredor que dava acesso á enorme sala
que tinha naquela casa. O corredor era totalmente escuro, só tinha umas luzes
neon que não iluminavam quase nada, deduzi que elas estavam ali só pra
enfeitar, já que elas são lindas e deixam qualquer lugar perfeito.
Continuei seguindo meu caminho, até sentir alguém
esbarrar em mim de propósito.
- Oi - escutei uma voz rouca sussurrar no meu ouvido,
devido a escuridão demorei a notar que era Justin.
- Ei, acho bom você parar de me seguir -
disse rindo
- Você acha mesmo que eu estou te seguindo ? - ele perguntou debochado
- Tudo bem, já estou de saída, estou indo procurar minha amiga, por acaso você viu ela por aí ?
- Não, eu nem sei quem é sua amiga.
- Ah, é claro que não ! – disfarcei com um
sorriso.
Me virei pra continuar seguindo o meu caminho, mais Justin me segurou pelo braço me impedindo de o deixar ali sozinho.
- O que é agora ? - perguntei um pouco alterada.
- Calma, eu só quero conversar com você, podemos ?
- Não, não podemos ! - já estava saindo dali, quando Justin resolveu me impedir novamente.
- Porque não ? - ele disse me encurralando na parede.
- Você pode me deixar ir embora agora ?
- Tem certeza ? - ele disse colando nossos corpos - Você tem certeza disso ?
- A-Acho que não – minha voz saiu falha, Justin estava me provocando.
- Nossa, você muda ideia muito rápido – ele disse debochado – Então agora você vai ficar aqui comigo ?
- Acho que sim e não me faça me arrepender disso.
- Seu pedido é uma ordem ! – ele sorriu malicioso.
Eu nem sei por quais motivos concordei em ficar ali com ele. A verdade é que naquele momento eu estava hipnotizada com aquele lindos olhos na minha frente e aquele sorriso perfeito.Tudo bem, eu sei que eu deveria sair dali o mais rápido possível, ele é só mais um cara que com certeza não vale nada, assim como os outros. Mais acontece que eu não conseguia sair dali, era como se alguma coisa me prendesse.
Justin se aproximou de mim e dessa vez eu não desviei e nem fiz nada do tipo, qual é, faz bastante tempo que não fico com ninguém, ficar com um cara só por diversão às vezes é bom também.
Mais uma coisa é certa, é melhor se
arrepender de ter feito do que se arrepender de não ter feito.
Justin juntou nossos lábios brutalmente, minha boca deu
passagem para sua língua, e logo nossas línguas se encontravam em perfeita
sintonia. Ele apertou meu corpo contra o dele e eu senti todo o meu corpo se
estremecer.

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